Embora pense que qualquer tipo que tenha vestido aquela camisola é imortal, tenho de admitir haver uns menos imortais do que outros.Stojkovic desiludiu. Não sei porquê, não sei de quem é a culpa, mas sei que desiludiu. Pela expectativa que gerou e pelos anos que passei a ouvir falar nele pelos piores motivos, merece lugar aqui. Que vá e não volte.
Na defesa, acho que só o Caneira é que é capaz de gerar alguma polémica. Acho que não é um mau jogador, mas, mais uma vez, ficou muito abaixo das expectativas, o que por vezes é pior do que ser mau quando já se espera que seja mau (caso do Tiuí, por exemplo). O Hugo, o Pedro Silva e o Ronny são simplesmente os três piores defesas que vi jogar no Sporting, ponto.
No meio campo, um losango de jogadores que, em diferentes alturas, vieram rotulados de craques. Paredes veio a custo zero, se não me engano, mas esperava-se bem mais dele. Poderá parecer estranho não ter posto aqui o Angulo, mas achei que o que sucedeu já era expectável e que, de todo o modo, a postura dele foi exemplar.
No ataque, e apesar da miríade de escolhas que o Croca referiu em baixo, optei por incluir Postiga, por ter custado mais do que quase todos (ou mesmo todos) os outros e vir, lá está, rodeado de alguma expectativa. Quanto a Cáceres, merece a distinção por ter levado a que um grande Sportinguista, Manuel Fernandes, tivesse de sair do Sporting (isto, claro, a acreditar no próprio Manuel Fernandes).
E é também de Manuel Fernandes que quero falar de seguida. Na lista de treinadores do Sporting nos últimos dez anos, e já que Materazzi, em rigor, não conta (saiu ainda durante o ano de 1999), ficamos com Inácio, Manuel Fernandes, Boloni, Fernando Santos, Peseiro e Paulo Bento. À partida, Manuel Fernandes e Fernando Santos seriam os elos mais fracos aqui. Mas Fernando Santos criou a estrutura do Sporting que Peseiro (e Paulo Bento) herdaram, e iniciou bastante bem a transição da equipa dos milhões para a equipa dos tostões. Só por isso, não merece a desconsideração de entrar nesta equipa. E Manuel Fernandes é, em meu entender, uma figura maior da história recente (últimos 30 anos) do Sporting, e a sua passagem pelo banco, e respectivo fim, nunca me foi muito bem explicada, pelo que não me sinto muito confortável em incluí-lo ali. O lugar do treinador fica, assim, vazio.
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